Nutrição

Bebês


A introdução dos alimentos para os bebês deve ser supervisionada pelo pediatra e pelo nutricionista. Até os 4 a 6 meses de vida, a melhor forma de alimentação para o bebê é o aleitamento materno exclusivo, não havendo necessidade de se oferecer nem água ou chás nos intervalos das mamadas. Após a introdução dos alimentos, o aleitamento deve ser continuado, podendo seguir até 2 ou mais anos de vida do bebê.Deve-se começar, entre 4 e 6 meses de vida, com o suco de frutas pela manhã, no intervalo de duas mamadas. O ideal é começar com uma fruta de cada vez e observar as reações. Depois do suco, começa-se a oferecer a papa de frutas amassadas ou raspadas com a colher (banana maçã, prata ou nanica, maçã, melão, abacate, mamão, pêra, manga) à tarde (14 - 15hs). Também deve-se iniciar com uma fruta de cada vez e observar as reações. É indicado primeiro amamentar e depois oferecer a papa. Posteriormente pode-se acrescentar cereais a essa papa, como a aveia por exemplo. Após a aceitação completa da papa com cereais, pode-se introduzir a sopa de legumes, preparada com carne magra de frango ou vaca, 2 a 3 tipos de vegetais do grupo 1 (batata, mandioquinha, chuchu, cenoura, abobrinha, abóbora, mandioca, vagem, couve-flor e outros legumes) e 1 tipo de vegetal do grupo 2 (agrião, alface, almeirão, brócolos, espinafre, couve, escarola, repolho, chicória, mostarda, rúcula, acelga e outros vegetais de folhas). Deve-se iniciar com 2 a 3 colheradas das de chá e aumentar gradativamente conforme a aceitação. A cada 3 a 4 dias deve-se acrescentar um novo vegetal e observar as reações. Após 15 dias de iniciada a sopa pode-se acrescentar 1/4 de gema cozida e ir aumentando aos poucos até chegar a 1 gema. A clara de ovo cozida só deve ser oferecida após 1 ano de idade. A refeição deve ser complementada com leite materno ou fórmula.

Quando a criança não alimenta bem

Em primeiro lugar é necessário constatar se a criança apresenta alguma deficiência no crescimento devido à baixa ingestão alimentar. Em caso afirmativo é indicado um tratamento conjunto com o pediatra e o nutricionista. Por outro lado, se o peso e estatura da criança forem normais em relação à idade, deve-se mudar gradativamente os hábitos, reeducando a alimentação, sem interferir muito na rotina doméstica. Aqui vão algumas dicas para melhorar o apetite e a aceitação alimentar: Apresentar pratos coloridos, pois o visual do alimento é muito importante (não só para as crianças).Oferecer pequenos lanches entre as refeições principais, compostos por: leite, iogurte, frutas, queijos, bolachas simples e pães.Delimitar horários para oferecer as refeições e os lanches, não deixando o intervalo entre eles ultrapassar 3 horas, para que aumente a capacidade digestão, absorção e armazenamento dos nutrientes. Durante o intervalo, não se deve oferecer leite nem chá com açúcar, evitando também as balas.Se a criança "pular" um lanche ou mesmo uma refeição, não é indicado tentar compensar. Deve-se esperar a próxima refeição, pois certamente ela estará com fome.Fazer a criança comer em lugar tranqüilo, para que sua atenção não seja despertada para outro assunto.Não discutir ou dar broncas durante a refeição, para que o ato de comer não se transforme em um momento de frustrações.Pode-se oferecer leite após as refeições, e não durante ou nos intervalos.Por fim, nunca se deve forçar a criança a comer. A reeducação alimentar é um processo lento que exige muita paciência e boa vontade, principalmente em se tratando de crianças.

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