A gordura atinge o maior nível no crescimento normal (aproximadamente 25%) na idade de 6 meses. Nas crianças magras, o tamanho da célula de gordura então diminui, porém, esta redução não ocorre nas crianças obesas. Nas crianças magras de 6 anos de idade, ocorre um aumento gradual de gordura , com um aumento maior em meninas que nos meninos. Uma recuperação precoce da adiposidade que ocorre antes dos 5,5 anos de idade é preditiva de um maior grau de obesidade aos 16 anos de idade e na fase adulta; uma relação que parece ocorrer independente da adiposidade da criança com 1 ano de idade. Uma recuperação mais tradia é correlacionada a um peso normal na fase adulta.
O número dos depósitos de gordura vem diretamente dos triglicerídeos da alimentação, conforme é evidenciado pelo fato de que a composição do tecido adiposo reflete a composição de ácidos graxos da dieta. Execesso de carboidrato e proteína na dieta também são convertidos em ácidos graxos no fígado, por meio de um processo chamado lipogênese.
Sob condições normais de alimentação, pouco carboidrato é usado para produzir tecido adiposo e necessário de aproximadamente 3 vezes a quantidade de energia para converter o excesso de energia do carboidrato para o armazenamento sob a forma de gordura, quando comparado à gordura da dieta. Mas quando são consumidas dietas altas em carboidrato, e em particular quando o carboidrato é o açúcar, a lipogênese a partir dos carboidratos ocorre. Portanto a recomendação para simplesmente reduzir a gordura da dieta é inadequada. O tipo de carboidrato recomendado e o total calórico são variáveis críticas.
Uma variedade de sistemas reguladores existe para manter o peso corpóreo. Neurotransmissores, depósito de gordura corpórea, massa proteica, todos os fatores hormonais e pós-prandias levam a regular o consumo e também o peso.
Os controles a curto prazo estão relacionados com fatores que regulam a fome, apetite e a saciedade. A saciedade está associada ao estado pós-prandial, quando o excesso de alimento está sendo armazenado. A fome é relacionada ao estado pós-absortivo, quando os estoques estão sendo mobilizados. Já na regulação a longo prazo, um mecanismo feedback foi proposto envolvendo um sinal da massa adiposa que é liberado quando a composição corpórea normal é perturbada, possivelmente quando ocorre perda de peso. Este fator pode ter um papel maior nas pessoas mais jovens que nos idosos.
O armazenamento de gordura em adultos não obesos parece ser regulado de uma maneira que preserve um peso corpóreo específico. Tanto em animais como em seres humanos, os esforços intencionais para a subalimentação ou superalimentação são acompanhados por um rápido retorno ao peso corpóreo original, como se o último constituísse um ponto de equilíbrio sensível às influências fisiológicas. Dessa forma, então algumas formas de obesidade podem ser resultantes de um ponto de equilíbrio estabelecido anormalmente.
O sobrepeso é um estágio no qual o peso corpóreo excede um padrão baseado na altura, a obesidade é uma condição de excesso de gordura generalizada ou localizada. É possível ser obeso com um peso dentro dos limites normais de acordo com as tabelas padrão, assim como é possível estar com excesso de peso sem estar obeso, mas na amioria das pessoas o excesso de peso e a obesidade tendem a estar juntos.
O baixo peso e a obesidade são avaliados de várias maneiras, dependendo da precisão necessária. Os métodos preferidos incluem o índice de massa corpórea (IMC) ou índice de Quetelet (peso/altura2) no qaula o peso é usado em quilogramas e a altura em metros; razão circunferência da cintura e quadril (RC/Q), que compara a medida da cincunferência da cintura e o quadril para identificar se a gordura corpórea é abdominal ou gluteofemural. O excesso de gordura abdominal é um fator de risco independente do risco de doenças. A circunferência da cintura maior que 40 in (101 cm) para homens e acima de 35 pol (89 cm) para mulheres significa risco aumentado naqueles com IMC de 25 a 34,9. Nem todos cientistas apoiam a classificação individual de acordo com o IMC de 25 como excesso de peso. Apesar de algumas morbidades aumentarem nos IMC inferiores a 25, a mortalidade não é significativamente aumentada até que o IMC atinja 27.
Os adultos obesos são considerados de risco para o desenvolvimento de co-morbidades, isto é, para o desenvolvimento de outras doenças crônicas. Um aumento de 20% no peso corpóreo aumenta substancialmente o risco de hipertensão, doença arterial coronariana, dislipidemias e diabetes melito Tipo 2. A obesidade também é um fator de risco para outras doenças articulares, cálculos biliares, apnéia do sono e outros problemas respiratórios.
© 2007 APO's Nutrition & Health Center